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Por @TaianAoki leia mais em O Diário Semanal
Armas de fogo repousam frias ao solo, enquanto os corpos dos soldados que outrora as carregaram ardem em chamas,
largados, meros resquícios do que um dia foi um ser vivo com expectativas, sonhos e planos que jamais serão realizados. Tanques de guerra são deixados de lado enquanto seus canhões ainda quentes liberam fumaça no ar frio e silencioso. Carros de passeio, que nada tinham com a guerra, queimam perfeitamente alinhados ao meio fio, como seus donos os deixaram na noite anterior. Aquela batalha estava terminada, mas seu rastro estava bem visível para qualquer um que passasse por lá. Como se alguém fosse se arriscar por aquela região.
E a guerra se arrastava. Deixando para trás o seu rastro de destruição e morte. Soldados disparando contra seus inimigos. Pessoas matando pessoas. Alguns deles mal sabiam contra quem estavam lutando. Quem realmente era seu inimigo? Qual era o motivo para tantas mortes? Tanta destruição? Os soldados disparam suas armas cegas contra outros homens, sem saber o real motivo e muitas vezes contra sua própria vontade. Matam e morrem por motivos de outras pessoas. Pessoas que eles nem conhecem.
E enquanto o sangue se espalha pelas ruas e cria buracos nos alicerces da sociedade, os verdadeiros senhores da guerra estão intactos no alto de seus castelos. Por que eles não lutam? Se são eles os verdadeiros responsáveis por isso? Se são os seus motivos que estão em disputa? Eles acham que são mais importantes que os demais.
“No xadrez são os peões que vão na frente”.
Enquanto assistem friamente os peões se matando por suas causas, os porcos da guerra aguardam. Aguardam o fim da guerra, não importando seu resultado. Pois no fim de tudo, o julgamento final deles ainda está por vir. O tempo irá passar, arbustos irão crescer onde os corpos em chamas queimavam, escondendo a verdade dos peões que sobreviveram à guerra. E os porcos vencedores estarão a salvo de seu próprio povo. Mas não escaparão do julgamento final, onde todos ouvirão o último grunhido dos Porcos da Guerra.