Escrito por @RicoCorrreiaUP leia mais em UsuárioPadrão
Ele se virou e preparou seu próximo movimento, olho encarou e refletiu, analisou mentalmente todas as possibilidades, relembrou de cada um dos desafios que superara até então e ainda assim aquilo parecia gigante.
Repensou cada passo do desafio seguinte, e racionalizou pelo menos umas cinco possibilidades de desdobramento, a ação seguinte iria requerer muita coragem. O próximo passo podia resultar em coisas catastróficas ou em algo inimaginavelmente positivo, onde muitas pessoas ficariam contentes. Começou a cogitar a movimentação finalmente, pensou em levantar a mão, quando reparou que as palmas de suas mãos estavam completamente encharcadas, não havia reparado que estava transpirando tanto e por este déficit de atenção sentiu uma gota de suor escorrer pelo seu rosto enquanto suas costas pareciam completamente encharcadas, parou novamente.
Alguma coisa poderia não ter sido pensada, provavelmente as chances de dar errado era maiores e o risco era grande. Não, o risco não era tão grande, valia à pena arriscar. Valia não, vale à pena arriscar. É uma aposta válida. Focou todos os pensamentos na próxima ação, focou bem os objetivos, pensou nas coisas boas que aquilo poderia remeter, ameaçou o próximo passo e desistiu novamente.
Ela então se levantou e foi embora, repassou mentalmente e chegou à conclusão que tudo que devia ter feito era chegar e dizer:
“Oi, tudo bem? Estou ali te olhando já faz um tempo, será que posso te pagar uma bebida? Qual seu nome?”
Tudo bem, na próxima vez ele daria o próximo passo.