S.O.S – Apocalyptica

Por Jackie Bolzan

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Sempre assim, como se eu fosse apenas um objeto e nunca mais do que isso. O jeito como me jogava – em qualquer lugar – sem cuidado algum, sem delicadeza, sem se importar. Eu apenas alimentava aquela obsessão, sempre com urgência. Como se eu não passasse de uma posse qualquer. Apenas físico.

Eu nem tentava reagir ou impedir. Ele me destruía de uma forma que eu não compreendia. Foi me consumindo aos poucos e quebrando todas as minhas barreiras e princípios um a um. Por isso, não sobrara nada a que eu pudesse recorrer. Estava presa ao silêncio e a ele. E no fundo – hoje eu vejo – eu gostava disso.

Sentia o abraço enlaçando a minha cintura de forma firme e possessiva. Eu desviava o olhar para não ver as roupas caras dele já pelo chão. E de que adiantava? Logo nossos corpos já estavam por cima dos lençóis com mais fios do que eu me importava. Bastava sentir as pontas frias dos dedos dele na minha pele, descendo pela lateral da minha coxa, para ser levada aquele estado onde toda a habilidade de raciocinar e de agir fugiam de mim. Como se eu fosse uma boneca. Como se aquilo tudo fizesse parte da minha rotina. E não fazia?

Não era mais nada. Não sentia mais nada que não fosse ele. Eu desaparecia e era apenas dele. E isso me assustava tanto, tanto.

Ele me oferecia coisas que achavam necessárias. Sexo, casa, dinheiro. E faltava algo que eu sabia não ser o fato de não conhecer nada sobre ele, além do seu apartamento, e eu não tinha coragem de mencionar. Mas ele sabia o que era.

Como uma doença. Infectava, assustava, viciava. Ele sussurrava palavras sujas no meio de insinuações dessa situação, sobre ser tão submissa a ele.

“Você pediu por isso”, a voz rouca rasgava contra a minha pele e manchava o branco de vermelho que, eu sabia, no dia seguinte não me deixariam esquecer daquilo. E era o que ele dizia, que eu nunca esqueceria.

Verdade.

Valia a pena? Se machucar tanto, ter tantas marcas… por nada?

Aquela relação não tinha futuro algum. Esse pensamento só voltava quando a razão retornava ao meu corpo, antes vazio. Quando o vermelho das marcas pelo corpo evidenciava tudo que tínhamos feito. Eu não conseguia fugir. Ia me destruindo aos poucos de uma forma doentia e, eu posso dizer agora, como se sentisse prazer nisso. Aquilo fodia com a minha mente.

E só me dava conta do quão doentio isso era, quando eu me via largada sozinha e nua na cama onde nunca devia ter estado. Só que tarde demais… O cheiro dele já saía dos meus poros, não importando quantos banhos eu tomasse. Ele fazia parte de cada parte do meu corpo, e cada canto da minha mente.

“Você é livre para ir quando quiser…” ele também dizia, soltando a fumaça daqueles malditos cigarros – que estava ciente que eu detestava – e infestando o quarto todo com aquele odor que me fazia lacrimejar.  E nós dois sabíamos que eu não era livre (e que as lágrimas nos meus olhos não eram por causa do cigarro). Por isso ele ria. “Queria ver você tentar.” E virava as costas, o dorso ainda nu, deixando que eu ficasse sozinha com a mente confusa.

Eu nunca tentava porque não tinha nenhum poder sobre mim, ou mesmo qualquer esperança. Era como estar morta.

Infectava e amedrontava cada vez mais. Todas as vezes eu prometia que seria a última vez. Mal passavam alguns dias e uma voz no fundo de mim me mandava voltar.

E foi assim mais tantas vezes. Mais tantas marcas. Quando finalmente a voz foi substituída pela coragem de encará-lo e assumir – mais para mim mesma do que para ele – o que eu nunca consegui.

“Esta foi a última vez”, eu falei, tentando manter a voz firme e séria, mesmo que o lençol que cobria o meu corpo me fizesse sentir com bem menos credibilidade. Tantas vezes repeti aquilo, sem acreditar em uma palavra do que dizia. Dessa vez eu sentia diferente. “Eu sei que pode me dar e me ofereceu muitas coisas. Porém não o que eu preciso…”

Ele desdenhou, com seu sorriso cínico nos lábios, indagando o que seria.

Eu não me dei o trabalho de responder porque ele sabia. Apenas me vesti e sai daquele quarto, pela última vez.

E agora eu sabia que podia conseguir qualquer coisa dele. Qualquer coisa menos amor.

 

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Objection (tango) – Shakira

Por @Rico_Correia mais em Taberna do Smok

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Doce, simplesmente doce. Não há melhor palavra para descrever Suzana que inclusive era doce de mais para aquele cafajeste, mas o que fazer? ela gostava dele, estava presa nesta relação e, de tão doce, não tinha ódio de ninguém, não tinha ódio dele, nem tampouco dela, também a julgava vítima da situação. Três vítimas de um destino cruel.

-       Oi meu nome é Suzana . vou começar as aulas de dança hoje.

-       Oi Su, Posso te chamar de Su? Sou Alberto o professor, você vai dançar comigo hoje.

Alberto sabia como fazer para conquistar uma mulher e a tímida Suzana era um alvo muito tentador e fácil para que ele não fizesse nada. Índole, desejo , instinto, não há como saber, mas ele agiu, ignorando completamente a existência de Valéria. Ambas eram completamente diferentes uma da outra, porém com algo em comum que fora completamente ignorado por Alberto: elas têm sentimentos, e desenvolveriam certa afeição por ele. Sentimentos não são algo que se possa brincar facilmente, alguém sempre se fere.

-       Alô Su

-       Oi beto

-       Poxa, agora que acabaram as aulas, como a gente vai fazer para continuar se vendo?

-       Ahh quanto a isso, não sei se a gente deveria. Aquela noite foi um acidente, você tem a Val, ela …

-       Não Su, não é assim, meu caso com a Valeria era esporádico, não era nada sério. Vamos sair e aí a gente conversa.

Ela caiu neste papo e foram meses assim. Quando Suzana se tocou, ela já estava presa a ele, o amava demais para magoá-lo e ao mesmo tempo se achava inferior demais à Valéria para obrigá-lo a escolher. Ela ou Eu, tinha medo. Se contentava com as migalhas de atenção, se apegava às mentiras e aceitava sua condição.

Meses entregando um amor gratuito e sincero, na esperança de ser notada e merecer uma parcela deste amor de volta

-       Oi Su. Tenho uma boa notícia pra você, vai dar pra gente se ver hoje.

-       Ai Beto não vai dar.

-       Como assim, faz semanas que não nos vemos?

-       Exato.

-       Então Su.

-       Eu… Eu não posso mais, eu amo você, mas não posso mais viver  feliz por ter um pouco de você pra mim.

-       Não Su, não é assim, vamos sair pra conversar melhor.

-       Não Beto, é sempre assim, saímos, eu fraquejo e voltamos a onde estávamos há meses atrás, pare de brincar com meus sentimentos por favor.

Meses de escravidão, estava se libertando, estava a poucos metros de livrar-se da escuridão na qual estava mergulhada por conta desta paixão doentia. Se deu conta finalmente do quão errado tudo isto estava.

-       Quero que você seja feliz com a Valéria, mas não me ligue mais, não quero mais nada. Você nunca vai terminar com ela.

-       Não é tão simples, meu caso com ela está por uma fase difícil, pode ser que acabe.

-       “ Pode ser que acabe”, “Pode ser que a gente saia” “ Pode ser que eu consiga ir” sempre pode ser, eu não quero mais ser seu Step. Fica me olhando como se eu fosse uma obra de arte, me eleva tanto mas no fundo me trata como lixo.

-       Não é isso.

-       Não quero mais saber disso. Seja feliz…você e sua vagabunda.

O telefone desligado nunca mais foi atendido, a coragem necessária para tomar esta decisão nunca mais foi esquecida, assim como uma lição.

Não se pode dançar um tango a três.

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Are You Gonna Go My Way? – Lenny Kravitz

Por @TaianAoki mais em ScrotosBR

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- Desculpe. – ela falou.

- Não foi nada. – ele respondeu. E naquele breve instante os olhares se cruzaram. – Posso lhe pagar uma bebida?

- Ah… – ela desviou o olhar, deu uma leve ajeitada no cabelo. – Pode.

Encostaram-se ao balcão do bar. O garçom desceu dois chopps.

- Como se chama?

- Jenifer, pode me chamar de Jenny. E você?

- Felipe, mas todos meus amigos me chamam de Bob.

- Bob? – ela riu. – Por que Bob se o seu nome é Felipe?

- Ah, isso é uma longa história, quem sabe eu não te conto outro dia.

- E como você prefere que eu te chame? Bob ou Felipe?

- Que tal você escolher um apelido que não seja nenhum dos dois? Aí você vai ter exclusividade.

- Que tal Fê?

- Ótimo. – ele sorri.

E a conversa foi se desenrolando. Já pelas tantas, umas amigas dela aparecem e a roubam da cena sumariamente.

- Tchau, Fê! – foi tudo que ela teve tempo de dizer enquanto uma amiga a puxava pelo braço.

- Vadia! – pragueja contra a amiga.

Bob pede mais um chopp para o balconista e vai para a pista. Encontra com Jorge, um de seus amigos e começam a beber como homens. Jorge havia fechado uma garrafa de vodka e algumas latas de energético.

- Ei Bob.

- Que foi, Jorgera?

- Ta acabando a vodka.

- Caralho, tu bebe hein maluco. Quer tomar um choppinho só de saidera?

- Fechou.

Tomaram o chopp e seguiram para o estacionamento. Jorge era o motorista da rodada. Não que isso o impedisse de estar bêbado o suficiente para não conseguir fazer o quatro.

- Cara, como eu faço pra pegar a avenida nova daqui? – perguntou Jorge. Ele ia deixar Bob em casa ainda, pobre coitado.

- Ah, a gente se acha. – foi quando veio o chamado.

- Fê? – Bob parou e se virou.

- Olá Jenny…

- Achei que já tivesse ido embora.

- Estou indo agora. Aliás, eu to meio perdido aqui, você conhece a área?

- Conheço, moro lá pros lados da zona sul, mas to sempre por aqui.

- Zona Sul?

- É, eu moro perto da avenida nova.

Bob e Jorge se entreolharam. Se tivesse sorte, Jorge poderia ir direto pra casa.

- Então você vai pro mesmo caminho que eu?

Ela sorriu. Ele sabia que aquilo era um sim.

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Aerials – System of a Down

Por @Rico_Correia mais na Taberna do Smok

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Ele corria desesperado, chorando. Os pulmões de fumante ardiam e as pernas pareciam não querer responder, mas ele precisava sentir esse tipo de punição, ele queria se punir. A dor física era escolha mais fácil, não a certa, nem a melhor. Mas ele não sabia disto ainda.

Correu pelas escadarias do prédio buscando alcançar o telhado, não podia subir de elevador, não podia encarar ninguém, não tinha direito de olhar ninguém nos olhos, não tinha o direito de viverem sociedade. Eledeveria ser um pária, viver a margem do mundo isolado em seu canto. Ele se sentia um assassino, se não por ações, por falta delas.

Chegou aos prantos ainda ao terraço, jogou-se ao chão e tateou os bolsos em busca de seu maço de cigarros. Como deixou isso acontecer? Acendeu o cigarro com as mãos trêmulas e sentiu as lágrimas escorrendo pelo seu rosto. Observou as lágrimas pensando no quão difícil é controlar a vida. Ele não sabia ao certo como comparar, as lágrimas que corriam pelo seu rosto, assim como a vida que seguia seu rumo sem que ele pudesse controlar, mas muito mais forte que as lágrimas, mais forte ainda que um rio, por mais que o rio seja feroz, a vida ainda pode ser mais. Levantou do chão tentando se recompor e viu do alto do prédio o chão e as pessoas minúsculas caminhando seguindo sua vida sem controle lá em baixo, por mais que ele tentasse controlar, planejar e organizar, algo de repente podia vir e mudar tudo.

- Uma cachoeira.

Uma lágrima caindo da altura do prédio deu a resposta pra analogia que procurava. Sua vida com ele tinha sido assim, amigos desde que podia se lembrar. Ele sabia que o amigo era mais fraco, foi assim com a bebida. Começaram a beber escondidos cedo, logo o amigo ficava bêbado e caindo. Na época era engraçado, gerou histórias divertidas, mas em certos momentos a brincadeira perde a graça.

- Eu não devia ter deixado, eu podia ter feito alguma coisa.

E quantas vezes haviam feito aquilo? Ele próprio, quantas vidas tinham sido apostadas nesse jogo insano? Pela primeira vez ele viu alguém perder este jogo, e a aposta tinha sido alta.

- Eu podia simplesmente ter dirigido, não deixado ele assumir o volante, podia ter convencido ele a ir de táxi. – ele mergulhou em mais um choro profundo o cigarro queimava no dedo sem ser tragado acumulando cinza em sua ponta. – Eu podia simplesmente ter feito alguma coisa.

Ele sozinho naquele telhado refletia sobre o quanto perdeu em sua vida. Uma perda imensa e irreparável, uma lição definitiva, de fato uma lição dura, mas que libertou sua mente do mundinho em que vivia. Ensinou-lhe a dar devido valor a certas coisas e menos a outras. Foi necessária uma lição dura para um crescimento tão repentino. Tanto amadurecimento nestes períodos no telhado refletindo e as únicas testemunhas deste novo homem que nascia eram as antenas dos prédios capitando silenciosas.

Ao lado destas antenas perto do céu, ele pesava sua perda e preparava sua mente para suportar a nova vida que nascia dentro de si.

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Kryptonite – 3 Doors Down

Por @TaianAoki mais em ScrotosBR

Conto pedido por Luan Aoki

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Todos dizem que o homem precisa de um herói. Uma figura inspiradora, irredutível, incorruptível, que luta por seus ideais e traz paz para todos a sua volta. E é bem verdade. Quando o homem está perdido na escuridão ele precisa da um farol, uma guia para ajudá-lo a achar o caminho. Alguém inspirador. Um herói.

Na minha cidade, quando o crime organizado começou a ser mais organizado que a própria polícia, os heróis estavamem baixa. Aviolência só crescia e cada vez mais as pessoas tinham medo. Lembro de meu pai dizendo.

- Tempos difíceis virão.

E ele tinha razão. Os tempos eram muito difíceis. Meu pai teve sorte de não viver tempo o bastante para passar por esse terror. E ele se foi levando com ele uma promessa antiga.  Desde pequeno eu sentia vontade de poder fazer oque as pessoas comuns não faziam. Mas tais vontades sempre foram oprimidas por meu pai que me forçava a prometer que eu não me usaria delas enquanto ele vivesse. Bom, ele já não vive mais.

Quando saio pelas ruas à noite, o medo é algo constante. Sei dos riscos que corro me expondo dessa maneira. Mas a situação já estava ficando fora do controle. Alguém precisava se postar contra o crime. Trazer esperança pro povo. No começo fui chamado de justiceiro. Agora já acreditam na minha integridade. E quando começavam a crer que eu era invencível, foi quando o crime organizado finalmente deu uma tacada. É claro que eles não iam aceitar um opositor.

- Quem é você? – perguntei. Como ele havia entrado na minha casa daquele jeito?

- Julyan. – ele respondeu. Travei. Não podia ser verdade.

- Como você entrou aqui? O que você quer comigo?

- Quero que você pare de se meter em coisas que não são da sua conta.

Julyan era o filho do chefe do crime organizado. Não tive reação enquanto ele andava em minha direção. Ficou frente a frente comigo e me encarou no fundo dos olhos. Sem desviar o olhar, ele jogou ao chão uma aliança de prata bem aos meus pés. Congelei. Sem precisar ver de perto, sabia o que era.

- Você não vai querer causar mais dor em inocentes, não é? – disse Julyan ao meu ouvido.

Sem esperar por uma resposta ele saiu pela porta da frente, como se fosse um convidado. Fiquei sem reação enquanto ouvia o clique da porta se fechando. Abaixei e peguei a aliança de prata ao chão. Como eu imaginava, ela continha o meu nome gravado. Eles sabiam quem eu era. E sabiam como me afetar.

O que eu posso dizer? É bem verdade que todo homem precisa de um herói, de uma inspiração. Ou alguém que lhe dê forças. Posso não ser ferido por balas e uma parede pode não me segurar, mas ainda assim preciso dela ao meu lado ou não sou ninguém. Quando Julyan saiu de minha casa naquela noite eu pensei em deixá-lo ir. Porém meu impulso falou mais alto e voei pra cima dele no instante seguinte. Se eles o quisessem, teriam de me dar algoem troca. Ela era o meu ponto fraco, eles sabiam disso. Minha kriptonita.

Todo mundo tem um ponto fraco, foi muita ingenuidade minha achar que eu não ia ser afetado de forma alguma. Sabendo do que não posso fazer, que devo fazer, tomar atitudes, fazer escolhas em detrimento de outras coisas, os minutos que separaram eu acordar com Julyan no meu quarto e agora me fizeram sentir o peso e o cansaço de todas estas noites lutando contra o crime.

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Motorbreath – Metallica

Escrito por Brunno Macedo

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Vivendo e morrendo, chorando e gritando.

Após tantas experiências vividas nessa longa estrada que é a vida, não sou mais o mesmo.

E não sou mais o mesmo porque aprendi que esta mesma estrada é dura, suja, pesada e má.

A ilusão do mundo perfeito simplesmente acabou.

Ele é exatamente o que parece ser.

Acelero ainda mais.

É assim que minha vida segue, intensa, sem espaço para vacilação, correndo pelo certo, cobrando aquele que tem que ser cobrado, 8 ou 80, não importa, cresci e aprendi assim, não consigo ser de outro jeito.

Acelero ainda mais.

Mas esse estilo de vida é só de quem vive intensamente, uma exclusividade, que com certeza você não acompanha irmão, com certeza seu fôlego acaba.

Não pare por nada, seja sempre intenso, é tudo ou nada, se a estrada é longa a velocidade é máxima.

E nesse caminho eu tomo tudo, absorvo tudo que me interessa, até os obstáculos.

Você e os outros podem me bater à vontade, eu absorvo e me fortaleço.

E isso te causa um frio na espinha.

Acelero ainda mais.

É assim que eu vivo, irmão.

E aprendi a ser assim, intenso e nunca mudar, minha personalidade não se abala.

Acelero ainda mais.

Só quem é assim sabe como é, isso é a nossa ‘marca’, e não está à venda.

E com certeza isso faz você perder o fôlego.

Os otários falam pra você não dar chances, os mesmos perderam o sentido da vida, perderam o que mais importa, personalidade própria.

Você só vive uma única vez, então aproveite essa chance, não fique de vacilação. Se diferencie da maioria que termina dançando a mesma música, sem nenhuma graça.

Acelero mais ainda.

É assim que eu realmente vivo, e se fosse para ser de outro jeito não seria, pode ter certeza.

Acelero ainda mais.

Essa é a marca de quem vive intensamente, e com absoluta certeza irmão, isso faz você tremer nas bases e perder o fôlego.

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Ilustração da Semana – Naticongo

Baseada no conto escrito por @TaianAoki

A ilustração feita pela @Jehdom para o conto Naticongo

Na enquete desta semana, o conto vencedor foi La Solitudine – Laura Pausini aguardem a ilustração para daqui a 15 dias

Lembrando que por conta do festival Rock In Rio que começa na próxima semana, teremos uma programação especial com contos de participantes do festival.

Votem na próxima enquete;

O Vento
The Man Who Sold the World
Brother in Arms

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